Sozinha…
Percorrendo caminhos tormentosos, vagos, sem ideias, sem afinidades…
Tudo se desliga, tudo se afasta, foges… E eu deixo-te ir, perdida numa floresta de novas percussões da qual não se avizinha o fim…
Não me apercebo…
Não me admiro…
Simplesmente… não quero saber…é-me indiferente!
Os rumos separam-se e sinto que cada vez estou mais além, num outro sentido, numa outra dimensão, da qual não fazes parte ou não queres fazer…
Porquê?
Estou a ser cruel, a minha mente não está sã, tudo se pode e consegue desmoronar em tão pouco tempo … Talvez não seja pouco tempo… Talvez esteja simplesmente a acordar para o brilho de viver.
Não estás e eu não sinto falta, o meu ser não se dilacera como antes de fogosas saudades.
Peço aos seres escondidos na vastidão do espaço, que te iluminem, para que eu te consiga vislumbrar, mas mesmo assim a minha mente sofre, num constante reboliço, transforma-se… É algo que me diverte, apetece mais, é uma sensação profana e infernal…
Desculpa…
Voltei a despertar, acordei…
De tudo o que estava adormecido, como se de um sedativo se tratasse…
É um vício incessante que bebo incansavelmente com desejo ofuscante, sem nunca conseguir satisfazer…
Sou trespassada por ideias, pensamentos, tudo o que numa mente pode haver de bom e mau, em conjunto… É como se o gotejar desta luz resplandecente me iluminasse por completo…
Descobri …
Tão perto e tão longe…
Afinal era só isso….
CM
Fevereiro 2008
2 comentários:
Andar perdido por vezes é bom. Descobrem-se novos caminhos. Cabe a nós escolher o caminho mais indicado.
Escolher é o mais fácil...agora tornar fácil o dificil é que é o mais dificil.
p c
D
Sim senhora! Esse palimpesesto do poema " Não te amo, não" do Almeida Garret fez as minhas delícias nocturnas. Assim como me fez lembrar do " Amar, não amar ninguém" da Florbela Espanca. A dúvida é a certeza que o amor não existe. Paula T. Gonçalves
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